2005-05-24

CRISE? QUAL CRISE?

Os tempos estão dificeis. Governar é uma palavra sem sentido em Portugal. Os politicos, qualquer que seja a cor dos que têm estado no poder, limitam-se a culpar o executivo anterior da oposição e a carregar com novas medidas para estancar o défice.
Marcelo Rebelo de Sousa cessou funções como comentador na TVI por ter tocado a fundo no problema. Os portugueses não entenderam. Como se pode apregoar que estamos em crise e a seguir dá-se uma "ponte" a seguir ao feriado? Tipico dos portugueses. Passamos a vida a falar que ninguém faz nada. E é verdade. Ninguém.
Somos actualmente um país de prestação de serviços. Não produzimos. Não tentamos competir. Limitamo-nos a queixar. Queixamo-nos, queixamo-nos.
As "soluções" que se anunciam antecipadamente não o são. Aumentar os impostos não serve de nada. Rigorosamente nada. Pelo contrário. Vai-nos prejudicar em termos de comercio e concorrencia. Desemprego e miséria.
O unico efeito é que entra dinheiro logo nas contas. Mas podia entrar na mesma de outra maneira. Já nem falo do combate à evasão fiscal. Falo de gastar menos. Muito menos. E bem.
Todos nós portugueses falamos que o país está mal mas quando estão nas repartições e outros locais estatais só se ouve "não faz mal, não sou eu que pago, é o estado". Mas o "esperto" engana-se. É ele que acaba por pagar.
Somos o país da Europa que mais gasta em saúde por habitante. Alguém acredita nisto ou acreditar podemos aceitar o serviço de saúde que temos?
O importante não é só conseguir desbloquear receitas. É necessário que controle os gastos para sermos auto-suficientes.
Podemos tomar algumas medidas que acho poderiam iniciar um processo de recuperação:
- Responsabilizar criminalmente as pessoas por dinheiros publicos gastos indevidamente.
- Tabelar o tecto das reformas. O maximo de uma reforma no nosso país não deveria ultrapassar os 2500 euros mensais.
- Retirar grande parte de regalias dadas (refeições, cartões de credito, motoristas, carros, etc) precisamente a funções de comando que chegam a gastar exorbitancias sem qualquer controlo.
- Criar uma cultura de economia. 1 euro gasto tem de equivaler a 1 euro bem aplicado.

Deve haver mais. Aguardo sugestões.